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GGLP-010 | METÁ METÁ "MM3"
Quatro anos após o aclamado MetaL MetaL, Kiko Dinucci, Juçara Marçal e Thiago França apresentam o terceiro LP - acompanhados por Marcelo Cabral e Sergio Machado - MM3. Opus mais sombrio, áspero e bestial que o anterior, resposta libertária a situação política caótica do país.
“Violência política e punk deslumbrante ao menu do terceiro álbum do grupo paulista. Free jazz e Candomblé, com algumas lembranças de viagens, e até mesmo um desenho de bode.” France Culture
**** The Irish Time
"Poético e guerreiro, moderno e ancestral, digital e acústico…" Télérama
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Prensado com amor pela Vinil Brasil.
Capa Gatefold DeLuxo empastada com papel metálico dourado.
Arte do Kiko Dinucci.
Layout e Produção gráfica por Frédéric Thiphagne
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Gravado ao vivo em 3 dias no Red Bull Studio de São Paulo, o resultado é um disco no qual a banda transmite uma identidade intimamente ligada aos palcos. Numa entrevista dada ao Rolling Stones, Kiko explica: "Nos shows […] ganhamos um espírito de liberdade e de agressividade ao qual fomos fiéis nesse disco. […] A ideia, contudo, era deixar a banda afiada e resolver tudo rápido, ao vivo, com dois ou três takes. É uma questão de desapego: não temos a pretensão de fazer um disco perfeito, de estar com tudo certo.Nós erramos, tem horas que eu enrosco o dedo e tal, mas mexemos pouquíssimo. Acho que falta desprendimento às pessoas. Querem cantar 100% afinado, fazem vários takes e no fim montam um Frankenstein que acaba não passando uma verdade. Nós encaramos como uma Polaroid daqueles dias mesmo.”
Uma Polaroid, um reflexo, cru, direto, sem enfeites. Um retrato melódico da revolta profunda contra o conservantismo odiento e populista. Um grito libertário ao ver renascer os demônios do passado.
Durante a turnê na Europa de Agosto 2016, a banda declara: “A nossa música esta direitamente influenciada pela crise atual, ela é marcada pela angústia e pela turbulência na véspera de um golpe de Estado. Testemunhamos a chegada ao poder da facção mais conservadora, reacionária e fascista da sociedade, infectada por um ódio aos direitos cívicos. Um ódio recuperado, alimentado e difundido pelas grandes mídias, centenas de canais de televisão, jornais e magazines de informação, concentrados nas mãos de cinco famílias riquíssimas e poderosas. Tempos estranhos para fazer música no Brasil mas, justamente por isso é especialmente importante que a arte forneça um contraponto a tanta desinformação e ódio, e levanta a possibilidade de um mundo melhor e mais tolerante."
- Genre
- Metá Metá