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BELO HORIZONTE viveu os primórdios da música eletrônica a partir do fim da década de 80’, e caminhou os anos 90’ com importantes pioneiros, como festas, clubes noturnos e DJS.

Mas em 2001? Você se lembra ou ouviu falar da Rave do Aeroporto em Confins? A Hipnotik? Uma das festa mais comentadas do Estado e alguns cantos do Brasil, na pequena cena eletrônica em desenvolvimento na época.

E da Agência de DJS Filtro, ou das festas fervidas “join the house”? De nomes internacionais como a 1a vez do DJ Chris Liebing (Alemanha) no Brasil entre outros?

Talvez então você nem se lembre da 1ª Rave feita nos arredores de BH à céu aberto?

“ ....quando olhei no relógio e vi que eram 9 horas da manhã e haviam cerca de umas 5 mil pessoas ainda, eu pensei: Deu certo! ”

Pois bem, o nome por trás disso é o DJ TEE. Agora como DJ/LIVE e produtor musical, que acaba de lançar seu álbum com 14 faixas pelo seu próprio selo fonográfico, o Conteúdo Records.

Sim, o rapaz que na época tinha seus 20 anos de idade idealizou e realizou a Rave Hipnotik junto com F. Forattini, em plena pista de pouso do aeroporto de Confins, com a presença de mais de 7 mil pessoas á 35 km de Belo Horizonte e mais de 12 horas de programação com nomes nacionais e internacionais.

Ah! Ok! Normal nos dias de hoje? Não. Não se analisarmos que isso foi feito em 2000, quando a música eletrônica era coisa de um “gueto” que era descriminado , onde eventos de rock, axé, e micaretas dominavam o entretenimento noturno da capital mineira.

No período Marcelo Marent (precursor das festas da cena) já não fazia tantos eventos de porte como nos anos 90’ e Anderson Noise (DJ pioneiro ) já mirava maior atenção em sua carreira internacional.

Surge então o rapaz de vinte e poucos anos que iniciou sua carreira como DJ tocando Trance. Sim, DJ TEE foi o primeiro DJ assumidamente de trance da capital, ou pelo menos que morava e fazia a cena do estilo em BH até 1998, fazendo parte sem dúvida alguma do início da abertura de uma nova geração da cena, que se colocado junto a outros cronologicamente poderíamos dizer que seria a 2ª geração da cena mineira. Depois de alguns anos passou pelo tech-house e se posicionou no lado mais techno do estilo até hoje.

Depois disso, é muita história para contar! Como a criação da primeira agência de DJS mineira, na época em que só existiam as paulistanas Smartbiz e a antiga Hypno , atual 3 plus. A agência filtro foi a primeira fora de São Paulo e ajudou a profissionalizar os DJs da cidade. Chegou a ter em seu “cast” mais de 15 nomes.

A trajetória do DJ TEE se confunde inevitavelmente com o surgimento da cena eletrônica de BH, mas se situa melhor como parte de uma nova geração de pessoas que apostaram nela e na cidade, desde os anos 2000 até os dias de hoje.

“ Eu sempre fiz as festas porque na verdade queria tocar e mostrar um som diferente, não tinha outro jeito, mas acabei percebendo que eu sabia fazer eventos competentes e levei em frente....”

Durante certo período, o nome do DJ esteve sempre associado à cena Undergound Brasileira, como a vinda da Lov.e tour (do extinto club Lov.e de São Paulo, um dos mais importantes clubes do Brasil), onde pisaram em BH na oportunidade, nomes do House e Techno nacional, pessoas que faziam a cena conceitual paulistana.

Antes mesmo do “boom” da house music, nomes de vários cantos do País aportaram em BH, graças ao trabalho pioneiro da Filtro, em época que clubes noturnos não investiam em atrações. E isso foi estendido aos nomes internacionais, como a inesquecível apresentação de Cris Liebieng da Alemanha ( um dos ícones do Techno no mundo e atração head-liner de importantes eventos anos após no Brasil) no clube Urbana com capacidade mais que esgotada em um set de 4 horas.

Falando apenas do lado mais artístico, como DJ, TEE foi o segundo DJ mineiro a possuir uma residência mensal em São Paulo durante 1 ano inteiro, no clube mais underground e pioneiro, A Lôca na Rua Frei Caneca, centro de São Paulo.

Discotecou ao lado de nomes nacionais que vão de Luiz Pareto à Mau Mau; e internacionais que vão de Dave Mothersole (kissfm /uk, ícone do inicio da cena inglesa) e Mathias aguayo (kompakt, atual nome conceitual) à Cris Liebieng (Ale) e Marco Bailey (Bel). Foram mais de 100 nomes entre nacionais e internacionais.

“ ...com o tempo, ouvindo caras como Laurent Garnier, Richie Hawtin, Dave Mothersole, Renato Lopes, fui percebendo que gosto de muita coisa, mas tudo que toco tem uma certa ligação que posso chamar de um som mais “underground” em relação ao que se toca hoje...”

Também é um dos poucos DJS brasileiros que tocou nos mais importantes e conceituais clubes undergrounds do País, como D-edge, Lov.e, A Lôca, Fosfobox, Dama de ferro, Hype, e festivais como o conceitual Eletronika, entre outros eventos.

“Em 2003 resolvi dar um Stop, e repensar tudo, porque tudo parecia não ter muito mais sentido para min....”

No meio do ano de 2003, DJ TEE se desligou de todas as suas atividades frente a sua agência de DJS. Queria estar focado no lado artístico, motivo pelo qual sempre o levou a fazer tudo, e não a burocracia e logística de festas, agenciamento de DJs e etc.

“Sou Dj, antes de tudo, até mesmo de ser produtor musical, como agora, e que queria voltar para a minha música, pois estava bem longe dela na verdade...”

Foi então que concentrou seus esforços na montagem do seu Home Studio. E deu resultado!

Também no período criou o selo Conteúdo Records com seus amigos Duduart e Menorah, sendo o Netlabel um dos primeiros do Brasil;

Passando quase o ano todo de 2004, hibernando dentro do estúdio, DJ TEE deixou os DJs sets de lado e desenvolveu sua poética e suas músicas que levam as influências dos 9 anos de discotecagem por boa parte da cena underground do País.

Desde a criação de um dos seus vários e novos “alter-egos” ou pseudônimos como queiram, foram lançados quatro singles pelo selo URBR , três EP..s e um LP com sete faixas pelo selo canadense Subtropical Records, e um EP pelo seu próprio selo; o Conteúdo Records. Além do seu novo trabalho que acaba de lançar, que é o álbum“pseudonime”, com 14 faixas. Ainda concluiu recentemente o Remix para uma das trilhas do Filme 5 frações.

Entre seus trabalhos, podemos encontrar a assinatura do DJ TEE disfarçada nos nuances do techno em “3NITY” como no recente álbum Pseudonime , como também mergulhar no experimentalismo melódico do personagem “Frantznn Krupp” ou ainda poder interagir sensorialmente com a dupla “ADDD”, seu projeto de áudio e vídeo em sincronia, junto com o VJ 1mpar.

“Sou inquieto! Não consigo fazer a mesma coisa o tempo todo. Artisticamente eu preciso sempre estar mudando, desde que seja sempre pro lado contrário...”

Olhando a linha do tempo, do Artista, DJ , Produtor Musical, Produtor Cultural e Diretor de selo fonográfico, é fácil perceber que o movimento é o seu combustível.

Em 2009 o artista completa 10 anos de carreira, acumulando funções como a direção artística de dois festivais importantes para a cena cultural da capital como o BPM, festival de Lives e shows eletrônicos de artistas independentes, e o FAD, festival de Arte Digital, além do trabalho pioneiro do seu Netlabel,que ganhou destaque de primeira página na Folha Ilustrada do Jornal Folha de São Paulo, e dos seus projetos artísticos audiovisuais._

Maiores informações:
HTTP://WWW.DJTEE.COM.BR
HTTP://WWW.3NITY.COM.BR
HTTP://WWW.ADDD.COM.BR
HTTP://WWW.CONTEUDORECORDS.COM.BR
HTTP://WWW.MYSPACE.COM/MY3NITY
HTTP://WWW.MYSPACE.COM/CONTEUDORECORDS
HTTP://WWW.MYSPACE.COM/FRANTZNNKRUPP
HTTP://WWW.MYSPACE.COM/ADDD13
HTTP://WWW.FESTIVALBPM.COM.BR
HTTP://WWW.FESTIVALDEARTEDIGITAL.COM.BR

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