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Arnaldo & Patrulha do Espaço - Elo Perdido

8 tracks, 31.52 Arnaldo Baptista on April 16, 2011 15:00

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ELO PERDIDO &rt; ARNALDO & PATRULHA DO ESPAÇO
(Vinil Urbano, 1988) &rt;
Produção: Arnaldo & A Patrulha do Espaço

Texto: Marcelo Dolabela

Fotos: Grace Lagoa

SOLISTA IN SPACE PATROL

Depois do álbum Lóki?, de 1974, e antes do Singin’alone, de 1981, Arnaldo Baptista viveu sua fase hard-rock, ou melhor, sua fase lenha, para usarmos uma expressão sessentista, até hoje do vocabulário de Arnaldo, para designar o ancestral rock pauleira. Nesta viagem no limite máximo, teve por companhia o grupo Patrulha do Espaço.
A viagem lenha começa em 1975, quando Arnaldo estrutura seu novo projeto, o grupo Space Patrol, inicialmente com o baterista Zé Brasil; e, depois, com sua primeira formação definida, com Rufino e Dudu, nas guitarras; Cenoura, no contrabaixo; e Arnaldo, na bateria com dois chimbaus, um de cada lado. Apenas ensaios caseiros, com pequenos amplificadores e a companhia de uma televisão ligada, sem som.

Em 1977, o grupo passa a se chamar Arnaldo & A Patrulha do Espaço, continuando seus ensaios, já com a seguinte formação: John Flavin, na guitarra; Osvaldo Gennari “Cokinho”, no contrabaixo; Rolando Castello Júnior, na bateria; e Arnaldo, no piano e voz. No final do ano, o grupo grava, no Estúdio Vice-Versa, com apoio irrestrito do maestro Rogério Duprat, treze músicas, em dois dias. O material, se adquirido por alguma gravadora, teria uma mixagem definitiva. Sem interesse de gravadora, o disco só veio á cena, mesmo assim parcialmente e a partir de uma rough mix, extraída de uma cópia de dois canais, onze anos depois, em 1988, com o título de Elo Perdido.

Deste período, se revelam doze canções, sendo que sete delas, Arnaldo regravaria no Singin’ Alone, ou na versão original ou vertida para o inglês/português, com sutis, mas fundantes, modificações em seu texto.

Elo Perdido repete do Singin’ Alone: O Sol, com o título de Sunshine; Corta-jaca; Trem/Train; Emergindo da Ciência/ Coming Through the Waves of Science; e Sentado ao Lado da Estrada/Sitting on the road side.*

De inéditas, temos: Sexy Sua, canção de amor e sexo composta para a ex-namorada Martha Mellinger, com seu título/refrão trocadilhescos – sua: verbo? Pronome? -, pode ser resumida como um culto/exercício prático da libido.

Um pouco assustador, exercita segundo Arnaldo, o jogo reativo de encontros telepáticos. Onde, quem participa do encontro se assusta e se auto conhece.

E Fique Aqui Comigo, Arnaldo trava um diálogo com uma visitante desconhecida, que seria. Ao mesmo tempo, parceira e platéia de um show-conversa mental. (Marcelo Dolabela - bhz out/nov 1999).

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